Nesses tempos de pós modernidade cristã, muito se fala em prosperidade, milagres instantâneos, etc., mas quase nunca se prega a volta de Cristo. “Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.” -Marcos 13:24-26. Alguns admitem não fazê-lo por ouvirem falar da volta de Cristo há tempos, e isso nunca ter acontecido. Vergonhoso.
Pregar o “evangelho” que muitas igrejas tem pregado, é pregar um Cristo limitado, é pregar uma palavra de remendos, uma solução momentânea, sem perspectiva de futuro, o que vai frontalmente contra a mensagem de salvação. A verdade é imutável: Cristo veio para morrer por nós, garantir salvação através da expiação dos nossos pecados em sua morte na cruz, e arrebatar a Igreja no tempo certo.
Tempo, essa é a palavra que assusta. Uma pergunta recorrente é: quando chegará esse tempo? “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade.” -Atos 1:7. Porém, a Bíblia não nos deixa no escuro, existem algumas pistas. Na história da humanidade, Deus tentou de várias maneiras acabar com o pecado. Dentre as várias tentativas, o dilúvio. Vendo ser impossível ao homem alcançar a redenção por si mesmo, ofereceu a última e definitiva solução, seu filho. Desde então, desde a última chance oferecida à humanidade, começou a contagem regressiva para a volta de Cristo: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, nestes últimos tempos, nos falou Deus pelo Filho…” (Hebreus 1:1,2). Nos sermões sobre o tema (quando eram pregados), ouvia-se muito que “os últimos tempos” estavam começando, mas na verdade começaram há dois mil anos. O grande detalhe é que Deus não trabalha com o tempo na definição que usamos, chronos, e sim, com uma visão completa, como se fosse um quadro pronto, afinal ele é o Criador. Salmos 90:4 “Pois mil anos, aos Teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.” No tempo de Deus, kairós, todas as coisas já aconteceram (daí sua onisciência), e no exato momento que o tempo humano coincidir com o tempo divino, a volta de Cristo acontecerá. Explicar isso pode parecer complicado, mas é muito menos complicado do que inventar desculpas ou fugir do tema, o que nossos líderes escolheram.
Como consequência dessa omissão, muitos perderam a fé na volta de Cristo. E omissão nesse caso, vai desde não falar sobre o tema, até o fato de não preparar decentemente quem faz uso do púlpito para transmitir a mensagem, afinal, quem sabe ser eloquente com meia dúzia de frases feitas, pode, no contexto atual, liderar.
As fraturas espostas da cristandade protestante denunciam a necessidade urgente de uma reforma. “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.” -Hebreus 2:1

1 comment
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28/06/2009 às 14:34
Naty
Pregações sobre prosperidade atrai mais pessoas do que pregar sobre salvação ou sobre ‘céu e inferno’.
Templos cheios, ofertas maiores, bolsos cheios.
I Tessalonicenses 2:4-6