Sabe aquela sensação de que as coisas estão numa corrente de mudança, para melhor, numa sequência quase inacreditável? Pois é: é com essa sensação que comento a queda da exigência do diploma de jornalista como quesito fundamental para o exercício da profissão. Passei alguns dias refletindo sobre isso, antes de escrever aqui, afinal, com essa decisão me torno um jornalista.
Um dos direitos garantidos pela Constituição é a liberdade de expressão. Exigir um diploma para ser jornalista (segundo o dicionário Houaiss jornalista é alguém que coleta, analisa e transmite informações de qualidade, através de jornal, revista, rádio, televisão, etc.) era cersear direitos e restringir vertentes de opinião, uma herança dos tempos da ditadura, assim como a também extinta Lei de Imprensa.
Agora, quem faz qualquer tipo de atividade ligada à comunicação, coleta, analisa, divulga, comenta pode ser um jornalista. O Supremo Tribunal de Justiça tomou uma decisão coerente, possibilitando assim, um maior cumprimento da tão descumprida Constituição.

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