Escrever para transmitir idéias e pensamentos é uma arte, que apreciada por leitores ávidos por novidades, pode revolucionar. Porém, estamos num país que o hábito da leitura ainda é restrito a acadêmicos e alguns outros poucos, que embora não vivam ou trabalhem para isso, apreciam uma boa leitura.
No meio cristão, a leitura basicamente é restrita à Bíblia e alguns autores de destaque, embora não sejam maioria (muito pelo contrário) os que tenham o hábito de folhear o livro sagrado e publicações de escritores inspirados por ele. Mais rara ainda é a literatura popular, pois muitos cristãos taxam de desnecessário o enriquecimento intelectual. Dado este fato, numa busca mais detalhada sobre leitura como prática entre os cristãos, descobre-se que dogmas afastam da leitura científica e noticiosa e alienam ainda mais os seguidores da cristianismo moderno.
Na Bíblia, grandes personagens não foram homens sem conhecimento, embora existissem os homens simples, sem formação acadêmica, todos eram dotados de alguma riqueza intelectual relacionada ao seu cotidiano. Fossem pescadores, agricultores, marceneiros, médicos, funcionários públicos, eram bons no que faziam e conheciam suas culturas e tempo. Moisés estudou e conhecia toda vanguarda egípcia. Davi, embora pastor de ovelhas, é reconhecido por Israel como o maior rei de sua história, o que demanda algum tipo de conhecimento para alcançar tal status. Salomão, filho do maior rei, é considerado na Bíblia o personagem mais sábio. Daniel, demonstrou tanta aptidão que foi selecionado entre os cativos para ser um assessor real. Saulo, o perseguidor, antes de tornar-se Paulo, havia estudado por anos para ocupar o posto que abandonaria justamente por abraçar a causa cristã.
Decorar passagens bíblicas, ter boa memória, ou ainda, ser hábil animador de platéias não credencia ninguém a ser líder, ainda que esses sejam os critérios em grande parte das congregações evangélicas, na escolha daqueles que figuram como porta vozes da palavra. Junto a esses critérios, há ainda as conveniências internas, necessidades políticas de aglutinação para que os que despontem dentro dessa realidade, não abandonem o barco criando divisões ou motins.
Os líderes que tem guiado nosso povo podem ser legítimos formalmente, mas a ilegitimidade surge quando avalia-se o quão frágeis são as doutrinas não fundamentais que caracterizam cada denominação. Costumes impostos como condição para alcançar a salvação, o perdão ou as bênçãos divinas, mas que não passam de invencionices criadas para encurralar numa filosofia alienante aqueles que se propõem a fazer parte deste rebanho. Aliás, rebanho que tratado como gado, age como tal, não se parecendo em nada com a metáfora inspirada nas ovelhas. Gado, que por escolha ou submissão, é dirigido por líderes com as mais diferentes condecorações (em breve, após a onda de Apóstolos, surgirão os Querubins-Junior, Aspirantes a Consolador Honorário e até Sub-Deus), pois se afastaram tanto do propósito inicial, que “pastor” não é um título que se aplique ao serviço que prestam. Talvez não fosse necessária tanta criatividade para os títulos, pois olhando friamente, peão já serviria como designação.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. – João 8:32. Como ter acesso à verdade, se os peões guiam o gado evangélico a currais mentais, afastando-os do conhecimento com sermões pura e simplesmente religiosos? Como iluminar afastado do conhecimento? Como ser diferente ou oferecer alternativas à sociedade sem conhece-la? Como se destacar sem obras que vivifiquem e dêem sentido à fé num mundo orientado pela razão e ceticismo?
Olho para o nosso meio com um senso crítico, pois quase não vejo quem o faça. Ouço vozes balbuciando aos quatro ventos que é tempo de fazer diferença. Numa consulta rápida ao Dicionário Houaiss, vejo que diferença é o antônimo de igualdade, manutenção, concordância. Diferença é a total falta de semelhança, e o que se tem feito é exatamente o antônimo de diferença. Para fazer diferença, temos de mudar como cidadãos e não aceitar calados os desmandos políticos, pois caso não façamos nada além de nos omitir, não seremos apenas cúmplices, mas também mentores, pois pagamos impostos e financiamos roubalheiras. Temos de mudar como membros de nossas igrejas, não aceitando líderes que imponham goela abaixo suas idéias infundadas ou tenham condutas questionáveis. Não podemos aceitar que os cultos virem comícios. Temos de mudar a visão de que não podemos entrar na política para não correr riscos de contaminação, pois se queremos ser diferentes e melhores como nação, temos sim de nos fazer representar por pessoas sérias, que prestem contas de seus atos, que não façam campanhas multimilionárias, e que não aceitem votos de eleitores vendidos. Gente que não manipule dados, omita doações ou lave dinheiro. Gente que carregue consigo sua identidade cristã, mas não se faça valer dela para obter vantagens ou justificar o uso dos púlpitos como palanques. Gente que queira resplandecer Cristo por onde passe, para que o quanto antes, nossa nação seja menos desigual, sofrida, idólatra e corrupta.
Não sou bom orador, mas posso me articular com as palavras através da escrita, embora seja um pouco mais difícil alcançar grandes massas com esse recurso no país, e com a cultura, em que vivemos. Quero fazer diferença, não em busca de notoriedade, mas para que meus filhos e netos vivam num país melhor, sejam membros de igrejas que cumpram seu papel bíblico na sociedade e aprimorem ainda mais a prática cristã como princípio de vida.
O evangelho transforma. Precisamos nos submeter a ele, e cobrar que o evangelho a nós oferecido seja puro. “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” –Atos 17:11
Quando alguma novidade está prestes a ser lançada e vem precedida de muito burburinho e publicidade, o frenesi é o sintoma de que algo realmente inovador e grande está para acontecer. James Cameron, o menos cultuado dos gênios “hollywoodianos” prometeu e entregou mais do que os boatos afirmavam.
Em Avatar, talvez o cinema tenha chegado ao ápice de uma mudança. Cinema que já foi mudo e depois ganhou som, já foi preto e branco e ganhou cores, viu a evolução dos efeitos especiais mais simples até os mais sofisticados, assiste na obra de James Cameron o nascimento de uma nova tecnologia em efeitos especiais. Em dado momento, depois de mergulhar na história, não se distingue real do ficcional!
Cinéfilos de plantão, não se frustrem: Avatar não é um clipe caro, cheio de bons efeitos e novidades. Avatar é um filme pra ser chamado de clássico, com um belo roteiro, ótimas cenas e tramas, fantasticamente dirigido e que com certeza, traz uma mensagem de protesto.
Cameron mesclou no roteiro ficção científica (gênero onde se sai melhor), romance e ação. Em tempos de protestos contra o aquecimento global, busca por novas fontes de energia, e escassez de recursos naturais, o filme conta a história de um ex fuzileiro naval paraplégico em Pandora, planeta próximo à Terra e habitado pelos nativos humanóides Na’vi, rico em biodiversidade, fontes de energia e alvo de gananciosos acionistas de uma Companhia que investe fortunas por uma nova matriz energética.
A história se desenvolve num ritmo constante, mas não alucinado, trazendo a cada cena uma surpresa ou uma nova possibilidade de interpretação para velhos clichè’s do cinema. E é isso que traz vida ao filme: Pandora não é um planeta cheio de florestas com um povo selvagem, mas sim, a representação ficcional do que seria a Terra, se não tivéssemos explorado até a última árvore do planeta.
Passada a introdução ao ambiente de que se trata o filme, o Diretor consegue extrair sorrisos sutis, porém prazerosos e aprovadores, de quem assiste sem piscar, ao sonho reproduzido em tela. Nas cenas de ação, não há apelação à uma trilha sonora psicodélica, e sim música boa que só se percebe quando não há personagens em primeiro plano. Numa cena que em muitos filmes seria explorada de vários ângulos, um avatar e uma na’vi “acasalam” apaixonadamente, com sensualidade, mas sem ferir o pudor de quem assiste.
Existem pequenas fissuras no roteiro, que falha ao explicar superficialmente como se dá a conexão dos humanos com seus avatares, ou que apresenta muito pouco da relação entre Jake Sully e seu irmão, morto antes de tornar-se um avatar.
Um filme com conceitos, novos conceitos e mensagens veêmentes que se opõem à colonização, exploração e usurpação das riquezas de um povo que só existe na tela, mas representa a humanidade que briga contra “criaturas humanóides capitalistas” para manter de pé o que resta de um planeta tão belo quanto o idealizado em Pandora.
Para os cristãos cheios de dogmas, antes que se consolidem os boatos de que o filme é anti-bíblico ou satanista, trata-se de uma obra de ficção. E se for para localizar referências religiosas, os Na’vi cultuam a uma só divindade, Ey’wa, que é toda poderosa, leva para si os que morrem e “empresta a força” aos que habitam Pandora. Parecido com o Velho Testamento? Sim, e com referências ao Novo Testamento também, quando mostra o avatar sendo rodeado pelos espirítos de Ey’wa, com os braços abertos, desenhando a posição de crucificação. O que significa? Não sei, mas não vou ao cinema por esses motivos.
Vale não apenas assistir como entretenimento, mas também como reflexão. Vale ir ao cinema despido de conceitos para assistir ao filme que ganharia todos os Oscar, não fosse a Academia tão conservadora quanto é.
O frenesi, a unanimidade da crítica e as cifras em torno de Avatar se justificam.
“O artista pertence a seu tempo, vive de seus hábitos e de seus costumes, compartilha as suas concepções e representações.” -Hegel, filósofo alemão, formado pela Türbinger Stift (seminário da Igreja Protestante em Württenberg) falando sobre a influência da contemporâneidade nas artes.
Refletindo na filosofia de Hegel, e imaginando que dentro do Cristianismo os pensadores e formadores de opinião sejam verdadeiros artistas (afinal, pensar e se opor ao ditado religioso é um desafio gigante), me pergunto de que serão chamados daqui há algum tempo estes que hoje são tidos como hereges, desvirtuadores, lobos, etc.
Silenciosamente, surge no meio do Cristianismo um movimento paraeclesiástico, onde a idéia principal é praticar e viver os ensinamentos do evangelho sem um vínculo formal com uma igreja específica, mas sim, com a Igreja enquanto corpo.
Seria esse o ínicio de uma nova reforma? Tenho pensado a cada dia a respeito, e cada vez que assisto o que acontece com a igreja evangélica no Brasil, chego à conclusão de que vivemos um período de involução qualitativa, e que assim como na economia, o boom de crescimento evangélico no Brasil é uma bolha, representa uma farsa, e quando estourar a grande bolha (pois vivem estourando pequenas bolhas, pequenos escândalos) somente uma reforma será capaz de motivar os verdadeiros interessados em servir e iluminar.
Faço parte de uma corrente de oração via internet, silenciosa, interdenominacional e totalmente independente. Pessoas trocam e-mails, onde todos, pelo menos uma vez é sorteado como o alvo de oração de todos os demais por uma semana. Já orei e fui tema da oração de pessoas com as quais nunca tive contato físico, mas nutro por cada uma delas um intenso carinho e sentimento de irmandade. Este é um exemplo.
Existem outros exemplos, mais chamativos, escancarados, radicais nas palavras e atitudes. Certo? Errado? Não seria uma reforma se fossem estabelecidos conceitos prematuros, pois a reforma estaria fadada aos mesmos erros que hoje nos afligem. Erros virão e ocorrerão, afinal somos todos homens, suscetíveis a erros. A perfeição não será conhecida neste tempo. Porém
é uma iniciativa, um grito de pedras que necessitam expressar a contrariedade com o que tem acontecido.
Vivemos e refletimos nosso tempo. Expressamos as sensações e angústias de um século que protagonizará muito provavelmente a primeira grande reforma depois da Reforma Protestante. Os pensadores no nosso meio, gente tida como desviada dos propósitos, mas que na verdade é livre de dogmas, querem e estão compartilhando o que hoje é utopia, mas quando tornar-se realidade, mudará os conceitos com gestos, traduzindo em prática as palavras do evangelho.
Pensando no tempo que ficou para trás junto com alguns conceitos (por parte de quase todos) e lembrando do que devo fazer, viajei numa música do Resgate, e Antes que o tempo passe, e você desista de ler, preciso te contar uma coisa.
Antes que as forças tenham tornado-se raridade, e o único esforço a que eu esteja disposto seja o do último suspiro, preciso me lembrar e te lembrar que devemos gratidão a Ele.
Antes que uma vida inteira passe em branco sem prestar um único gesto de louvor, quero expressar o que sinto por Ele.
Antes que o farfalhar das folhas ao vento se torne memória, preciso gritar a plenos pulmões que minha vida se deve a um milagre diário, e que se não fosse tal milagre de nada valeriam os pulmões.
Antes que os maus dias cheguem e eu não sinta mais prazer em estar vivo, eu vou me lembrar d’Ele e numa utopia tomarei a iniciativa de tentar retribuir com meu testemunho tudo o que vivo por Suas mãos!
Antes que eu volte a ser matéria e não tenha mais vida, eu vou me lembrar.
Miscigenado, multicolorido e de uma riqueza cultural vasta, o Brasil é um país preconceituoso, social e racialmente. Somos todos mesclados, com mais de uma influência racial em nosso dna, porém ainda assim, há espaço para o preconceito. Preconceito esse que é informal, escondido, mas que existe.
Existe na Câmara dos Deputados, em Brasília, um projeto de lei que prevê estabelecimento de cotas para negros nas empresas. Assim como o projeto que estabelece cota nas universidades, o projeto que esta em votação estabelece que um determinado número de vagas numa empresa deve ser preenchida por pessoas que se auto denominem negras.
É fato que no Brasil brancos são melhor remunerados que negros, homens são melhor remunerados que mulheres, e que nesse jogo, a mulher negra brasileira é a mais prejudicada. É fato que entre os desempregados, independentemente do gênero, os negros são maioria. Porém, mesmo sendo um país preconceituoso (o preconceito existe, mas todos escondem, talvez por uma prática de boa vizinhança, afinal, todos nós somos misturados, caboclos), nossa sociedade consegue se relacionar de uma forma cordial. O preconceito, no Brasil, é informal.
O projeto de lei em questão é um risco, pois pode formalizar o preconceito existente, que pela característica de nosso povo, está escondido. Seria uma espécie de Apartheid, que pode desencadear uma série de programas e cotas raciais e sociais. Já tentou-se implantar vagões só para mulheres nos trens urbanos, e felizmente não deu certo. Nosso povo precisa deixar de aceitar que políticos escondam a sujeira embaixo do tapete! Não bastam soluções paliativas, é necessário que se busque a solução para o problema em sua causa, e não no efeito.
Sem dúvidas é necessário corrigir a desigualdade no Brasil, mas não é com cotas, para que negros ou brancos sejam beneficiados, e sim com ensino de qualidade desde a infância, para que todos cheguem em pé de igualdade numa disputa, seja ela por uma vaga na faculdade ou por uma vaga em uma empresa. Existem porcos, aproveitadores das condições que são as latas de sardinha em que nos transportamos? Sim, existem. Mas é com punição exemplar a esses vermes e um transporte mais digno que vamos consertar isso, e não criando áreas exclusivas para homens e/ou mulheres.
Onde fica a responsabilidade do governo em investir com a verba proveniente dos muitos impostos que pagamos? Estabelecer cotas, significa dizer a uma instituição privada, que ela tem que corrigir o que a incompetência histórica do governo não pode fazer. Ao contrário de investir em educação, saúde, saneamento básico, transporte e lazer para o povo, o Executivo só aumenta seus gastos operacionais, com mais e mais despesas. O Senado, com 10.000 funcionários para atender 81 Senadores, gasta em um ano, o suficiente para construir escolas, postos de saúde, redes de esgoto, etc., em locais onde não há isso. E ainda temos que engolir Sarney’s como figuras que parecem uma praga, enraizadas nas Instituições que regem nosso país.
Por quê não nos livramos dessa gente? Por quê não usamos nosso dever de voto (direito é quando se pode optar entre fazer ou não) pra expurgar essa corja de políticos sem ética e sem pudor com o dinheiro público? Por quê não usamos nosso dever de voto para eleger pessoas que tenham vivido as situações de discriminação social e racial, afim de que se consertem pela raiz os erros de nossa sociedade?
No meio disso tudo ficamos nós, cristãos, escondidos e omissos. Antes, omissos porquê segundo uma lenda doutrinária, não podíamos nos misturar. Hoje, existem muitos de nós se arriscando na política, e manchando nossa reputação, como se não bastassem as perseguições consequentes de nossa forma de encarar as insanidades sociais. Como Igreja, nosso papel deveria ser ajudar a desfazer todas essas mazelas com obras sociais, como a Igreja Primitiva o fez. Existem Comunidades exercendo seu papel, mas existem uma infinidade de outras Comunidades se fechando em uma bolha de “Adoração” e desviando o olhar do que nos cerca.
Já passou da hora de lembrarmos que somos brasileiros, e que um País melhor não se faz apenas com orações e louvor, mas com atitudes. “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé. Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.” -Tiago 2:18,26. Temos chance de fazer diferente. Vamos fazer diferente e acertar, ou vamos nos conformar que “o mundo jaz no maligno”?
Dias atrás visitei a Pinacoteca do Estado para conferir a Exposição Matisse: Hoje, e essa visita fazia parte de um programa de estágio do curso de Comunicação Social que frequento. Como fazia parte da matéria tratada em sala, a visita foi discutida e um ponto da discussão me chamou a atenção de forma diferente da discussão acadêmica. No debate, falava-se sobre a falta de acesso à cultura e educação da maioria dos brasileiros.
Como não poderia deixar de ser, passei a analisar o meio cristão sob a ótica da falta de acesso à informação no meio cristão, que de forma geral é formado por gente simples. Mas, o ponto que me preocupou de sobremaneira foi a falta de acesso ao conhecimento bíblico, uma vez que falta de acesso cultural atinge a todos, independentemente do credo.
Na Pinacoteca, além das obras de Matisse, visitei o acervo do museu e não pude deixar de admirar as obras, esculturas, fotografias e arquitetura do lugar. Num devaneio, deslizei aquele instante adaptando a beleza escondida por trás do conhecimento embutido naquele ambiente, e numa metáfora me perguntei como seria belo ver nossos líderes protestantes e neo pentecostais mergulhando a fundo em ambientes de conhecimento bíblico, e transmitindo conceitos livres de religiosidade ao povo. Eu sei que não é fácil entender o motivo de uma exposição de arte inspirar tal pensamento, mas creio que o ambiente ajudou.
Falo tudo isso pra dizer que muito do que errôneamente é pregado hoje é fruto de distorções causadas por uma miopia intelectual, agravada pela sede de destaque das pessoas que lideram. Uma igreja hoje não basta ser bem estruturada, tem que estar cheia, com gente disputando lugares. Atrai-se pessoas oferecendo milagres e não a convivência com quem opera milagres. A Igreja Primitiva, que deveria ser modelo na prática e não na teoria, agia exatamente de forma oposta a essa prática que vemos tão insistantemente em nossas igrejas: agia-se primeiro numa demonstração do amor e doutrina cristã e como consequência pregava-se o evangelho. Hoje igrejas atraem fiéis com a promessa do milagre, seja ele financeiro, familiar ou fisiológico, com condicionais de que se participe de campanhas, ou de que seja frequentador assíduo, numa indução ao erro por parte dessas pessoas.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8:32. Sem conhecimento, cada vez mais pessoas caem no conceito religioso/vicioso e o que vemos é um igreja protestante cada vez mais nivelada por baixo. Líderes tão rasos de conhecimento, que tentam espiar por cima dos rodapés da sociedade brasileira na ponta dos pés. Falo isso englobando conhecimento bíblico e cultural, pois para pregar a uma sociedade tão miscigenada como a brasileira, que esconde seus preconceitos nos porões mais escuros da alma, é necessário que se tenha um equilíbrio de saber, apoiado numa tênue e frágil linha divisória que aponte o certo e o errado, o ético e o abominável. A falta de conhecimento a respeito da verdade, e o que ela é, tem arrastado o protestantismo para longe do que a Bíblia nos ensina.
Onde está a verdade para que eu seja livre?
Este post pode ser visualizado também no blog espelho TiagoT83
A banda Bride confirmou que virá ao Brasil em Novembro, realizar o show que estava previsto para o S.O.S. da Vida, que aconteceu no útimo dia 7 de Setembro.
Na oportunidade, os gringos não puderam comparecer por que a Embaixada Brasileira nos Estados Unidos não concedeu o visto à banda.
Por enquanto, não há maiores informações sobre o local do evento, nem se será apresentação única.
Nos resta esperar que dê tudo certo, para termos provavelmente, a última apresentação do Bride em solo tupiniquim.
Vida em comunidade não é fácil, mas tem suas vantagens!
Conversando com uma amiga (membro da mesma Igreja que eu) lembramos várias e boas histórias sobre causos evangélicos que presenciamos. Desde puxões de orelhas do Pastor até a discordâncias que hoje não fazem o menor sentido, não foram poucas as gargalhadas.
O fato é que a cada novo membro, maior fica a comunidade e mais díficil fica de se conhecer todo mundo. E se seu tempo for tão escasso quanto o deste pobre blogueiro, mais díficil ainda! Sou membro de uma igreja que há 6 anos quando passei a frequentá-la, não passava de uma Igreja familiar ambiciosa, querendo se tornar emergente na cidade, cheia de gás. Hoje, anos depois, a mesma igreja duplicou em número de membros, triplicou o número de frequentadores e quintuplicou o número de assentos no templo. Foram tempos de muita dedicação, mas foram tempos altamente proveitosos.
Bate uma saudade da antiga igrejinha, pequena, com seus 100 lugares, onde todo mundo se conhecia, e que ficava abarrotada nos cultos de celebração da Santa Ceia. Na antiga igrejinha, brigamos pelo direito de ouvir e tocar rock, unidos com a galera do samba que também ambicionava um espaço. Hoje, rock já não é mais novidade, o samba desistiu do espaço e quase todos que lá estão para prestar seu culto, esperam também uma oportunidade para desaguar suas emoções, no grande divã gospel que se tornaram as igrejas.
Saudades do tempo que não se fazia questão de que o sermão do culto dominical agradasse ou trouxesse lágrimas motivadas por promessas ou chuvas, mas que todos saíam de lá convictos e alimentados. Saudades da Igrejinha…
Um pensamento rápido que me surgiu, após refletir sobre algumas idéias: como Deus me quer?
Vivemos no século da comunicação, e cada vez mais pessoas fazem barulho. Surgem líderes, formadores de opinião e artistas cristãos como nasce mato no campo. São pessoas que aproveitaram oportunidades e fizeram diferença a partir do que crêem e pensam.
Nesse ponto da minha reflexão, surgiu uma interrogação enorme: devo imitá-los? Seria um atalho para alcançar o ápice, repetir o caminho já percorrido por outros? Combino com o tipo que eles fazem? Se eu for eu mesmo, original, vou conseguir me fazer ouvir? Melhor parar com as perguntas por aqui, pois elas foram muitas mais.
Deus não nos quer sendo um David Quinlam, uma Soraya Moraes, um Fernandinho, uma Darlene Zschech, um Silas Malafaia ou Juninho Afram. Deus já os tem! Cada um deles, cumpre o propósito d’Ele para suas vidas. Deus deseja que sejamos nós mesmos, pra receber de nós o que somente nós podemos oferecer, com toda a singularidade que resultar disso.
O caminho é observar a disciplina e dedicação aplicada por cada um dos que citei acima, e por em prática o que Deus espera que façamos. Se for músico, toque com maestria. Se escritor, escreva com inteligência. Se “pregador”, faça com criatividade e conteúdo. Se líder, lidere com compreensão e ousadia.
Enfim, seja alguém que nunca existiu. Seja alguém disposto a inovar, para que Deus possa inovar através de você!
Após um longo tempo fora dos holofotes, Harley Silva (ex-guitarrista do Katsbarnéa) volta à cena com o álbum Jardim Fechado. O primeiro álbum solo da carreira do guitarrista, terá o pré-lançamento durante a Expo Cristã em São Paulo, de 8 a 12 de Setembro de 2009, com a distribuição de cd’s promocionais com 4 faixas.
Em breve, a resenha do álbum em primeira mão, aqui no blog!